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Além das distâncias: a missão do Registro Civil no coração da Amazônia

5/set/2026 | Notícias

Neste sábado (05) é comemorado o Dia da Amazônia. O objetivo da data é conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação da maior floresta tropical do planeta, sendo uma das florestas com maior número de biodiversidade do globo, além de ser também uma das mais preservadas.

O bioma possui uma das maiores riquezas da humanidade, com cerca de 5,5 milhões de km² de floresta, abrangendo nove países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela), sendo que aproximadamente 4,1 milhões de km² estão em território brasileiro. Sua extensão e magnitude vão além da dimensão geográfica, chegando ao nível de símbolo. Para o Registro Civil, não é diferente.

Dr. Geiza Matos, titular do Cartório Extrajudicial de Barcelos (AM), em entrevista nos deu um relato sobre o que a Amazônia revela sobre a importância nacional do Registro Civil.

ARPEN-SC: O que a Amazônia revela sobre a importância nacional do Registro Civil?

Dr. Geiza Matos: “Falar sobre o Registro Civil na Amazônia é falar sobre a capacidade de fazer a cidadania chegar onde as distâncias parecem impor limites. Porém, a Amazônia não pode ser vista apenas por sua dimensão territorial e dificuldades. É preciso encontrar caminhos. E no Amazonas essa realidade nos ensina algo que ultrapassa as fronteiras da Amazônia: o Registro Civil precisa estar onde as pessoas estão. Por isso, acredito em um Registro Civil cada vez mais integrado, moderno e conectado, mas também humano e atento às diferentes realidades do nosso país.

É também no atendimento cotidiano que se revela a verdadeira dimensão social do Registro Civil. Todos os dias, nossas serventias recebem pessoas com histórias, necessidades e realidades muito diferentes: crianças, idosos, famílias, pessoas em situação de vulnerabilidade, povos indígenas, comunidades ribeirinhas e cidadãos que buscam, muitas vezes, o documento necessário para acessar outros direitos. Essa proximidade com a população permite ao registrador compreender demandas que nem sempre são percebidas a partir dos grandes centros e transforma o Registro Civil em um importante agente de políticas públicas sociais.

As experiências que vivenciamos em ações de cidadania demonstram que o registrador civil não é apenas um executor de atos. É um agente de cidadania e um parceiro indispensável na construção de políticas públicas. Neste Dia da Amazônia, homenagear nossa região é também reconhecer todos os registradores e colaboradores que, diariamente, transformam distâncias em caminhos para a cidadania.

A Amazônia nos ensina que nenhuma distância pode ser maior do que o direito à cidadania. E essa é uma missão que une todos nós, registradores civis, em cada canto do Brasil”.